quarta-feira, 10 de abril de 2013

Custos e gargalo nos TRFs opõem presidente do STF a juízes federais

Custos e gargalo nos TRFs opõem presidente do STF a juízes federais

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DE BRASÍLIA
Mais custos e aumento no número de funcionários públicos versus falta de magistrados de segunda instância e excesso de processos que não são julgados.
Esses são argumentos que opõem o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, e associações de juízes federais em relação à aprovação pela Câmara dos Deputados de emenda à Constituição que criará mais quatro TRFs (Tribunais Regionais Federais).
Análise: Debate expõe dúvida sobre papel da Ajufe na reforma do Judiciário
Associações dizem que Barbosa agiu de forma 'grosseira e inadequada'
OAB critica declarações de Barbosa sobre novos TRFs
Presidente do STF critica aprovação 'sorrateira' de mais tribunais
Novos tribunais podem custar R$ 8 bilhões ao ano, afirma ministro
Sergio Lima-10.dez.12/Folhapress
Ministro Joaquim Barbosa no plenario do STF
Ministro Joaquim Barbosa no plenario do STF
As entidades apoiaram as novas unidades em Curitiba, Belo Horizonte, Salvador e Manaus, mas Barbosa atuou contra, apontando custos altos. Disse que o projeto foi aprovado na "surdina".
Segundo a pesquisa Justiça em Números de 2012, do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), a proporção de desembargadores da Justiça Federal em relação aos juízes de primeira instância é a menor do Judiciário --há menos mão de obra para os recursos que chegam à segunda instância.
Na Justiça do Trabalho, por exemplo, há 2.700 magistrados de primeiro grau e 487 desembargadores, uma relação de 5 para 1. A mesma proporção das Justiças estaduais.
Na Justiça Federal, a relação é de 15 juízes por desembargador. Segundo a Ajufe (Associação dos Juízes Federais), em média, cada magistrado tem cinco vezes mais processos do que os das Justiças do Trabalho e Estadual.
Por isso, os quatro novos TRFs desafogariam os processos. Hoje, a taxa de congestionamento (percentual de processos sem finalização no ano) da Justiça Federal é o maior do Judiciário: 67%.
O orçamento da Justiça Federal, incluindo o primeiro e o segundo grau, é de R$ 7,8 bilhões. Barbosa diz que o impacto anual dos quatros novos TRFs será de R$ 8 bilhões. Integrantes das entidades classistas e do CNJ ouvidos pela Folha estimam somente R$ 1 bilhão. (FERNANDO MELLO)

Editoria de Arte/Folhapress

  1. O judiciário necessita rever os seus processos e inserir-se no século 21 com vistas no século 22. Demasiada ritualidade, formalidade em excesso, cultura de silo, são na realidade o que emperra o sistema. A contratação de mais funcionários vai na direção contrária as necessidades do país. Tem que fazer mais com menos Senhores!
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  2. O que mais precisa é matarial humano de qualidade, como o Ministro Barbosa tem poucos tribunal pra que mesmo? cabide de empregos? para os "nobres" Deputados colocar lá seus cumpichas? falta homem com horra é só isso que falta...borracha neles Barbosão!
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Inflação em março estoura meta do governo; tomate sobe 122%

Inflação em março estoura meta do governo; tomate sobe 122%

 

 

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Inflação em março estoura meta do governo; tomate sobe 122%

Do UOL, em São Paulo
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Veja piadas com o preço do tomate17 fotos

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A alta de até 150% no preço do tomate repercutiu nas redes sociais e tem gerado muita polêmica entre os consumidores Reprodução
A inflação oficial superou o teto da meta oficial do governo em março, pela primeira vez em mais de um ano, reforçando a probabilidade de um aumento dos juros. Os alimentos mais uma vez pressionaram a alta dos preços no país, com o tomate sendo eleito o grande vilão da inflação (alta de 122,13% em um ano).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 6,59% nos últimos 12 meses. É a maior taxa desde novembro de 2011, quando a inflação chegou a 6,64%.
O Banco Central, que se reúne na próxima semana para decidir sobre a taxa básica de juros, tem como meta a inflação de 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos percentuais para mais ou menos.
A taxa mensal de inflação desacelerou um pouco, a 0,47% em março, ante 0,6% em fevereiro.

Alimentos pesam na inflação

A alta no preço de alimentos mais uma vez foi a maior vilã da inflação, mesmo após a redução de impostos sobre os produtos da cesta básica, em um sinal de que os esforços para controlar a inflação por meio de medidas fiscais têm tido efeito limitado.
O aumento recente da inflação pegou o BC de surpresa. Há seis meses, a autoridade monetária --aparentemente mais preocupada na ocasião com o fraco crescimento da economia do que com os preços-- reduziu a Selic pela décima vez consecutiva, para o recorde de 7,25%.
Naquela época, a previsão do BC era de que a inflação terminaria março a 5,2%.

Famílias mais pobres sentem mais a alta dos preços

Para o pesquisador da área de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE), André Braz, a alta no preço dos alimentos afeta principalmente os brasileiros que ganham até 2,5 salários mínimos.
De acordo com Braz, a expectativa é de uma safra melhor para 2013, porém, alerta, não se pode esperar uma melhora expressiva da oferta para itens mais básicos. Logo, reforça, não haverá recuos consideráveis nos preços desses alimentos.

Juros podem subir

Ontem, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou ser possível que a autoridade monetária tome outras ações para conter a inflação, reiterando que se mantém cauteloso devido à permanência de incertezas em relação aos preços.
"Ações foram tomadas, mas é plausível afirmar que outras poderão ser necessárias. Para decidir sobre isso, o Banco Central irá acompanhar a evolução do cenário econômico", disse.
Para os economistas do banco J.Safra a inflação está se tornando um empecilho para a recuperação econômica do país. "Por mais cruel que possa ser, a elevação da taxa de juros em um ambiente de crescimento moderado parece ser a decisão mais provável", disseram em nota.

Inflação pode perder forçar ao longo do ano

A economia do Brasil deve crescer 3% neste ano, de acordo com as projeções do Focus. Mas a maior parte da expansão recente tem sido apenas devido à forte demanda dos consumidores, uma vez que os investimentos têm ficado apáticos em meio à percepção da pesada intervenção do governo na economia.
Por ora, a expectativa da maioria dos economistas é de que a inflação perca força ao longo do ano, para 5,7%. Mas a taxa continuaria nesse patamar no ano que vem e não voltaria para o centro da meta num futuro próximo, o que poderia aumentar as incertezas sobre as perspectivas para investimentos.
fote de pesquisa (Com Reuters)