quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Mostra São Paulo – Teatro de Bonecos 2011 exibe peças grátis em diversas regiões da cidade -



As mais diversas regiões da cidade receberão a Mostra São Paulo – Teatro de Bonecos 2011, em que o público terá a oportunidade de participar de bate-papos com os artistas, manipular bonecos e conhecer técnicas teatrais além de assistir às peças. Entre 12 e 28 de agosto, teatros, espaços culturais, parques e praças serão palcos dos 16 espetáculos da mostra.

Com acesso gratuito às peças, a Mostra São Paulo – Teatro de Bonecos visa o fortalecimento dos grupos envolvidos no evento e a democratização do acesso da população ao teatro de bonecos.

A Biblioteca Monteiro Lobato sediará a abertura do evento com o espetáculo espanhol “No Toquen Mis Manos”, caracterizado pela mescla de sombras chinesas ao cinema mudo com uma cômica trilha sonora.
Serviço

Mostra São Paulo – Teatro de Bonecos 2011
Data: 12 a 28 de agosto
Preço: Grátis

Programação:
Dia 12/8
Peça “No Toquen Mis Manos”
Horário: 20h30
Local: Centro de Estudos e Práticas do Teatro de Animação - Biblioteca Monteiro Lobato
End.: Rua General Jardim, 485 – Vila Buarque

Dia 13/8
Peça “O Romance do Vaqueiro Benedito”
Horário: 15h
Local: Parque da Água Branca
End.: Av. Francisco Matarazzo, 455 – Barra Funda

Dia 13/8
Peça “No Toquen Mis Manos”
Horário: 20h
Local: Espaço Sobrevento
End.: Rua Coronel Albino Bairão, 42 – Belenzinho

Dia 14/8
Peça “O Romance do Vaqueiro Benedito”
Horário: 15h
Local: Parque da Independência
End.: Av. Nazareth, s/n – Ipiranga

Dia 14/8
Peça “No Toquen Mis Manos”
Horário: 20h
Local: Espaço Sobrevento
End.: Rua Coronel Albino Bairão, 42 – Belenzinho

Dia 15/8
Peça “João Come Feijão”
Horário: 14h
Local: Centro de Convivência Educativa e Cultural de Heliópolis
End.: Estrada das Lágrimas, 2.385 – Heliópolis

Dia 16/8
Peça “João Come Feijão”
Horário: 19h30
Local: Escola Técnica Estadual de Arte
End.: Av. Cruzeiro do Sul, 2.630 – Prédio II – Santana

Dia 19/8
Peça “O Casamento da Baratinha”
Horário: 15h
Local: Ceu Perus
End.: Rua Bernardo José de Lorena, s/n – Perus

Dia 20/8
Peça “A Folia do Terreiro de Seu Mané Pacarú”
Horário: 15h
Local: Parque do Povo
End.: Rua Henrique Chamma, 590 – Pinheiros

Dia 20/8
Peça “A Tecelã”
Horário: 20h
Local: Espaço Sobrevento
End.: Rua Coronel Albino Bairão, 42 – Belenzinho

Dia 22/8
Peça “A Caixa”
Horário: 10h e 15h
Local: Ceu Jaçanã
End.: Rua Antônio César Neto, 105 – Jaçanã

Dia 23/8
Peça “Encantadores de Histórias”
Horário: 15h
Local: Ceu Jaçanã
End.: Rua Antônio César Neto, 105 – Jaçanã

Dia 25/8
Peça “Os Meninos Verdes”
Horário: 10h e 15h
Local: Ceu Pêra Marmelo
End.: Rua Pêra Marmelo, 226 – Jaraguá

Dia 27/8
Peça “Máquinas de Histórias”
Horário: 10h
Local: Parque da Água Branca
End.: Av. Francisco Matarazzo, 455 – Barra Funda

Dia 27/8
Peça “Bonecas”
Horário: 15h
Local: Parque da Água Branca
End.: Av. Francisco Matarazzo, 455 – Barra Funda

Dia 28/8
Peça “A Folia no Terreiro de Seu Mané Pacarú”
Horário: 15h
Local: Parque da Luz
End.: Av. Tiradentes, s/n - Luz
 

11 de agosto: Dia do Estudante




No dia 11 de agosto, é comemorado o dia do estudante. São Paulo, a capital da cultura e do conhecimento na América Latina, recebe todos os anos milhares de pessoas do Brasil e do mundo para estudar e desfrutar das opções de educação, cultura e lazer que a cidade oferece. De acordo com o Observatório do Turismo de São Paulo – núcleo de estudos e pesquisas da SPTuris –, o município recebeu em 2010 mais de 450 mil estudantes, dos quais 48% deles eram estrangeiros, que vieram estudar em uma das 197 instituições de ensino superior instaladas aqui.
A cidade abriga a universidade mais conceituada do país, a Universidade de São Paulo (USP), além de centros de excelência em todas as áreas do conhecimento, com destaque para a Santa Casa de Medicina, a Unifesp e a Fundação Getúlio Vargas.
O município ainda tem 110 museus, 160 teatros, 55 cinemas, mais de 200 salas de shows, 173 galerias de arte e 88 bibliotecas. O Centro Cultural São Paulo possui biblioteca, sala de estudos, é um local de espetáculos culturais – como festivais de cinema, shows musicais, exposições – e, além disso, oferece cursos em diversas áreas. Não importa o dia, sempre haverá pessoas sentadas nas várias mesas do local por horas a fio, sozinhas ou acompanhadas por seus colegas de estudo.
Os Museus da Língua Portuguesa e de Arte Sacra, além do Memorial da América Latina e da Pinacoteca do Estado são ótimas opções de passeios para quem quer curtir a cidade em um programa mais "cabeça". Já o Instituto Butantan é composto por três museus: o biológico, o microbiológico e o histórico, que são excelentes fontes de pesquisa – e por que não entretenimento? – para estudantes da área de biológicas, mas também de outros ramos do conhecimento.

Após a aula, já que ninguém é de ferro, que tal aproveitar uma das mais variadas ofertas gastronômicas do mundo, com mais de 12 mil restaurantes e 52 tipos de cozinha? Os parques também são ótimas opções, ambiente agradável e ao ar livre, propício para relaxar com uma leitura mais descompromissada dos estudos. E por que não desfrutar da mais badalada noite do país, com milhares de bares e baladas para todos os gostos e bolsos?
Em São Paulo, o receio de se mudar para estudar por não ter um lugar para ficar não existe. Os estudantes têm à disposição alojamentos universitários – como é o caso da USP –, repúblicas, pensões e hotéis. Mas se você quer economizar e ainda fazer amigos, os hostels são uma excelente opção.
Muito tradicionais na Europa e utilizados por mochileiros, os hostels oferecem acomodação com conforto e baixo custo. Na capital paulista, esses albergues da juventude têm bastante procura por jovens que vêm à cidade para estudar. Há cinco anos, havia apenas oito hostels mas, atualmente, existem 23, localizados em regiões variadas, próximos a bairros boêmios como a Vila Madalena, ou a estações de metrô.
Em casos de dúvida sobre o que a cidade tem para oferecer, os estudantes têm à disposição as Centrais de Informação Turística (CITs), que funcionam como fonte de utilidade pública e estão localizadas em vários pontos estratégicos da cidade.
Com tantas opções educacionais e culturais, fica mais fácil perceber por que São Paulo recebe tantos visitantes e por que o dia do estudante aqui tem um gostinho tão especial.
 

11/08/2011-dia do estudante.

No Dia do Estudante, hoje, o aluno da rede pública estadual tem pouco o que comemorar. Para o coordenador geral do Sinte-RN, Rômulo Arnaud, as escolas continua
Há umas duas ou três décadas, os movimentos estudantis eram fortes. Alimentados pelo desejo de igualdade social, de uma nação mais humana, eles incomodavam quem trabalhasse contra esse ideal. Hoje, ainda existem, mas, a partir da formatura, é colocada uma pedra nestes sonhos e na esperança de dias melhores. O sucesso, o poder e o dinheiro tomam o lugar dos grandes projetos humanitários.
Resta a pergunta: Onde está essa força de mudança que é própria do jovem? Uma narração faz a contagem regressiva, enquanto que três jovens, no centro do palco, com mochilas e folhas nas mãos, acompanham olhando para o relógio. Ao redor deles, estão os personagens: aluno, doente, vítima e desempregado.
Eles permanecerão no palco coberto com um lençol.
NARRAÇÃO: 5, 4, 3, 2, 1 (toca um sinal e eles jogam as folhas para o alto e comemoram)
ALFREDO: Uhhh!!! É o fim!!! (eles se cumprimentam)
LÚCIO: Parabéns caro Dr. Alfredo. (riem)
ALFREDO: O que é isso, excelentíssimo juiz Lúcio.
LUCIANA: Ah, pessoal, como nós somos bobos mesmo. (riem)
LÚCIO: (justificando) Lú, nós nos formamos. Isso é motivo de muita festa!
LUCIANA: Viva os novos formandos!
Todos: Viva!!!
Inicia-se uma música festiva. Eles dançam. Aos poucos eles vão perdendo a graça. Entra uma música mais triste.
LUCIANA: Puxa pessoal, eu sei que é muito dez nós nos formarmos, mas... e agora?
ALFREDO: (desesperado) Parece até o meu primeiro dia de aula. Não sei o que fazer!
LÚCIO: Ei, o que é isso? Até parece que não temos o diploma na mão.
ALFREDO: (irritado) No que este papel vai poder nos ajudar Lúcio?
LÚCIO: Nos ajuda, basta acreditarmos e irmos a luta!
LUCIANA: Deixa de esperança furada Lúcio.
Tu sabes que tem por aí advogado trabalhando como gari?
ALFREDO: Professor ganhando a vida como camelô?
LÚCIO: Ei, parem com isso. Cadê aquele sonho que tínhamos de ajudar o mundo a ser melhor? Onde está a nossa fé de jovens que acreditam numa sociedade mais justa, igualitária?
ALFREDO: Ó Lúcio, faz uma coisa: porque tu não cai na real e vai ver se consegue uma vaguinha de vigilante numa empresa de segurança? Sim, isso mesmo, antes que teu pai tenha que cortar cana por mais 20 anos para te manter!
LUCIANA: É galera, eu tô me mandando. Tive a sorte de ter um pai rico. Vou ver se descolo um trabalhinho com meu velho na fábrica. (pegando a mochila do chão) Lamento que tenha que ser assim! Os dois amigos saem, um para cada lado. Lúcio fica confuso tentando alcançar os dois.
LÚCIO: Ei galera, e a pós-graduação? (eles já estão longe) Lembram: formaríamos uma equipe... Ei, esperem! (fica sem atitude depois que outros saem) Lúcio volta e começa a juntar os papéis no chão intercalando com as falas.
LÚCIO: Mas como podemos desanimar desta forma. Tínhamos tantos planos juntos (pausa). Na quinta série prometemos um ao outro que iríamos doar nossos primeiros anos profissionais numa ONG, e agora... (pausa) Mudar o mundo, como pude acreditar nisso? (terminando de juntar) O negócio é procurar um emprego, senão terei que voltar para o interior.
Ele começa a sair. Inicia a música “Coração de Estudante”, de Milton Nascimento. Ele pára. Ao toque da música vai largando os materiais no chão e começa sua fala logo após o trecho “É o nome certo desse amor”.
LÚCIO: (abaixa a música – tom de discurso) Já podaram seus momentos / Desviaram seu destino / Seu sorriso de menino / Quantas vezes se escondeu / Mas renova-se a esperança / Nova aurora a cada dia / E há que se cuidar do broto / Pra que a vida nos dê flor e fruto / Coração de estudante / E há que se cuidar da vida / E há que se cuidar do mundo / Tomar conta da amizade / Alegria e muito sonho / Espalhados no caminho / Verdes, planta e sentimentos / Folhas, coração, juventude e fé. (sobe a música)
Os personagens que estavam cobertos pelo lençol levantam-se um a um conforme a fala e voltam a cobrir-se ao final. Suas falas intercalam com a música.
ALUNO: Quero estudar, mas em minha escola ainda não há professores. O salário é baixo, as condições são precárias. Como posso aprender?
DOENTE: Estou há 8 meses na fila de espera. Preciso operar minha coluna. Não sei o que será de mim, não posso trabalhar... Tenho filhos para criar. O que será de nós se não há médicos no SUS.
VÍTIMA: Comprei uma casa, mas fui roubada. O imóvel já havia sido vendido para seis pessoas. Agora estou sem dinheiro e sem casa. Um advogado é muito caro, não tenho como pagar. Minha família... (desespero) Como vou recuperar esse dinheiro?
DESEMPREGADO: Não consigo arrumar um emprego. Quando me aproximo de um patrão não consigo falar e começo a chorar. Tenho traumas: meu pai me bateu muito. Preciso da ajuda de um psicólogo, mas como pagar as consultas, se nem emprego eu tenho?
Aumenta-se a música. Lúcio vai até as pessoas que estão novamente cobertas pelo lençol. Descobreos, lhes dá atenção e os conduz para fora de cena. E volta a declamar para o público.
LÚCIO: Desde pequeno sonhei com um mundo melhor. Um mundo que só seria possível se a juventude cantasse a mesma cantiga. Se os jovens estudantes aprendessem para si e para os outros.
Sem ele esperar, entra Luciana declamando.
LUCIANA: Uma sociedade mais humana só será possível se os profissionais equilibrarem o sucesso com a humildade, o lucro com a solidariedade, o poder com a democracia.
Entra Alfredo. Os dois sorriem num gesto de acolhida.
ALFREDO: Uma juventude de fé, de coragem e de muito amor à sua nação. Jovens que cultivem em seus corações a paz e não a guerra, a partilha e não a ganância, o amor e não o ódio.
LÚCIO: Nossos sonhos serão realizados quando não houver mais crianças e jovens fora da escola. E estes, por sua vez, buscarem incansavelmente os valores que constroem a civilização do amor!
Chamam todos os atores para o palco e terminam com a música Coração de Estudante. Os da platéia também são convidados a cantar.
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m sem estrutura adequada e sem professores suficientes.
"O desfecho da greve deixou os professores ainda mais desmotivados e apesar do compromisso e da resp
No Dia do Estudante, hoje, o aluno da rede pública estadual tem pouco o que comemorar. Para o coordenador geral do Sinte-RN, Rômulo Arnaud, as escolas continuam sem estrutura adequada e sem professores suficientes.
"O desfecho da greve deixou os professores ainda mais desmotivados e apesar do compromisso e da responsabilidade deles com a educação, isso acaba influindo na relação ensino/aprendizagem", diz o sindicalista, acrescentando que as escolas estão repondo as aulas perdidas, mas é inegável que a postura do governo causou sérios prejuízos aos alunos.
Mas o sindicalista considera que o Dia do Estudante deve ser um momento de reflexão, por parte de toda a comunidade estudantil, sobre o papel do estudante no processo de ensino, sobre como podem contribuir para melhorar a qualidade da escola, já que o aprendizado também depende do aluno.
DATA ALUSIVA AOS ESTUDANTES SURGIR NOS ANOS 20 DO SÉCULO PASSADO
No dia 11 de agosto de 1827, Dom Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este último mais tarde transferido para Recife.
Até então, todos os interessados em entender melhor o universo das leis tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que abrigava a faculdade mais próxima. Na capital paulista, o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa construído por volta do século XVII.
As primeiras turmas formadas continham apenas 40 alunos. De lá para cá, nove presidentes da República e outros inúmeros escritores, poetas e artistas já passaram pela escola
No Dia do Estudante, hoje, o aluno da rede pública estadual tem pouco o que comemorar. Para o coordenador geral do Sinte-RN, Rômulo Arnaud, as escolas continuam sem estrutura adequada e sem professores suficientes.
"O desfecho da greve deixou os professores ainda mais desmotivados e apesar do compromisso e da responsabilidade deles com a educação, isso acaba influindo na relação ensino/aprendizagem", diz o sindicalista, acrescentando que as escolas estão repondo as aulas perdidas, mas é inegável que a postura do governo causou sérios prejuízos aos alunos.
Mas o sindicalista considera que o Dia do Estudante deve ser um momento de reflexão, por parte de toda a comunidade estudantil, sobre o papel do estudante no processo de ensino, sobre como podem contribuir para melhorar a qualidade da escola, já que o aprendizado também depende do aluno.
DATA ALUSIVA AOS ESTUDANTES SURGIR NOS ANOS 20 DO SÉCULO PASSADO
No dia 11 de agosto de 1827, Dom Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este último mais tarde transferido para Recife.
A
Celebração
Há umas duas ou três décadas, os movimentos estudantis eram fortes. Alimentados pelo desejo de igualdade social, de uma nação mais humana, eles incomodavam quem trabalhasse contra esse ideal. Hoje, ainda existem, mas, a partir da formatura, é colocada uma pedra nestes sonhos e na esperança de dias melhores. O sucesso, o poder e o dinheiro tomam o lugar dos grandes projetos humanitários.
Resta a pergunta: Onde está essa força de mudança que é própria do jovem? Uma narração faz a contagem regressiva, enquanto que três jovens, no centro do palco, com mochilas e folhas nas mãos, acompanham olhando para o relógio. Ao redor deles, estão os personagens: aluno, doente, vítima e desempregado.