Dois homens foram presos e autuados no 11° Distrito Policial no bairro do São Cristovão, na tarde desta sexta-feira (17).
A dupla foi presa por policiais do Serviço Velado de Inteligência da PM, em cumprimento ao mandado de busca e apreensão expedido pela 9° Vara Criminal pelo juiz Raimundo José Barros de Sousa.
O mandado por sentença – quando já se está condenado - foi para Fábio Maranhão Rodrigues, de 31 anos, o “Fabica”, que residia no bairro do Sacavém. Ele é acusado de praticar diversos assaltos em estabelecimentos comerciais de São Luís, como postos de combustíveis, farmácias e lojas. Segundo os policiais o "Fabica" é de alta periculosidade, e já era conhecido pelas práticas criminosas constantes.
Ele estava na Rua São Pedro, no bairro João de Deus em uma quitinete, na companhia de Hailson Ennio Teixeira Godois, de 22 anos, que portava um revólver de calibre 38 com a numeração ilegível, mais seis munições de calibre 38, quatro anéis de prata, um cordão de ouro, certa quantidade de maconha além de outras jóias.
Eles são acusados de atuarem juntos praticando os assaltos. Os comparsas serão encaminhados para o Centro de Triagem em Pedrinhas.
O Ministério Público Federal divulgou nesta terça-feira (24) que o ex-governador do Rio Anthony Garotinho e o ex-deputado estadual Álvaro Lins, além de outros oito investigados, foram condenados pela Justiça.
De acordo com o MPF, a 4ª Vara Federal Criminal condenou o ex-deputado a 28 anos de prisão - por formação de quadrilha armada, corrupção passiva e lavagem de bens - e o ex-governador a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha, convertidos a serviços à comunidade e suspensão de direitos.
Todos os réus podem apelar da decisão em liberdade. O Ministério Público Federal (MPF) denunciou as dez pessoas como integrantes de uma quadrilha que usou a Polícia Civil do Rio de Janeiro para cometer crimes como corrupção e lavagem de bens. Quatro outros réus investigados foram absolvidos.
O G1 entrou em contato com Eduardo Mayr, advogado de Lins, que disse que vai recorrer da decisão.
Já Garotinho se manifestou sobre a decisão na tarde desta terça-feira em seu blog oficial, afirmando que vai “recorrer com todos os instrumentos jurídicos que a lei disponibiliza, por se tratar de uma decisão absurda” (leia a íntegra do post no fim desta reportagem).
Operação Gladiador
O MPF informou que o processo resultou da continuação de apurações da operação Gladiador, desencadeada pelo MPF e Polícia Federal, da quebra de sigilo fiscal de Álvaro Lins e de investigações posteriores de documentos colhidos pela PF. Segundo o MPF, a Justiça atestou a prática de crimes como facilitação de contrabando - para o MPF a exploração de caça-níqueis pelo grupo de Rogério Andrade não era reprimida - e corrupção ativa e passiva.
“A sentença é positiva e reflete uma conquista no combate à corrupção e à impunidade no país. Não obstante, o MPF já recorreu, entre outras coisas, para aumentar a pena de alguns dos condenados, entre eles o ex-governador Anthony Garotinho”, diz o procurador da República Leonardo Cardoso de Freitas.