terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sandy canta Jackson e Bethânia interpreta Chico em série de shows

Sandy canta Jackson e Bethânia interpreta Chico em série de shows

Apresentações começam em novembro e ainda incluirão Roberto e Erasmo Carlos na voz de Lulu Santos

iG São Paulo | 18/10/2011 15:14





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Foto: Jorge Rosenberg/iGAmpliar
Sandy
Pela primeira vez em mais de 45 anos de carreira, Maria Bethânia vai dedicar um show inteiro à obra de Chico Buarque. Sandy também vai apostar num repertório inédito em sua voz: cantará Michael Jackson. E, finalmente, Lulu Santos dará voz a canções de Roberto e Erasmo Carlos.
As três performances fazem parte do Circuito Cultural, série de apresentações patrocinada pelo Banco do Brasil que passará por cinco cidades entre novembro deste ano e janeiro de 2012. A primeira cidade a receber os artistas será Curitiba, no Teatro Guaíra, de 18 a 20 de novembro
Depois, Bethânia, Sandy e Lulu seguem para São Paulo (Via Funchal, 21 a 23/11), Ribeirão Preto (Teatro Pedro II, 6 a 8/12), Goiânia (Teatro Rio Vermelho, 16 a 18/12) e Recife (Teatro Guararapes, 18 a 20/01). Preços e data de venda dos ingressos ainda não foram definidos.
Os três shows foram idealizados e dirigidos por Monique Gardenberg, em co-curadoria com Toni Platão. Dos três, quem tem mais intimidade com o artista interpretado é Bethânia. Ela já cantou mais de 50 músicas de Chico Buarque e até já fez um show junto com ele em 1975. Essa será a primeira vez, no entanto, que dedicará um espetáculo inteiro a sua obra.
Sandy, que vai cantar músicas de Michael Jackson, também já dividiu o palco com o homenageado. Em 1993, quando o rei do pop fez sua única turnê pelo Brasil, ela e seu irmão Júnior fizeram uma pequena participação nos shows. "Michael fez parte da minha infância, seu talento musical era indiscutível", declarou a cantora.
Finalmente, haverá Lulu Santos cantando Roberto e Erasmo Carlos. O cantor até já gravou uma música da dupla, "Se Você Pensa", mas nunca fez um show só com canções dos dois. Nas apresentações, Lulu vai privilegiar as canções mais roqueiras do Rei e do Tremendão.

Sou vítima de um tribunal de exceção', diz Orlando Silva

       Ao chegar à Casa na tarde desta terça-feira, ministro do Esporte foi recebido por aliados  com gritos 'Sou Orlando, sou Brasil'

O ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou hoje em audiência em duas comissões da Câmara ser vítima de um "tribunal de exceção" pelas acusações que vem sofrendo nos últimos dias. Na fala, ele procurou desqualificar o autor da denúncia, o policial João Dias Ferreira, e reclamou da repercussão do caso na imprensa. 
Foto: Agência BrasilAmpliar
Ministro prestou depoimento nesta terça-feira
"Considero muito grave algumas afirmações, de que não importa a apuração, não importa o processo, o que importa é que há uma denúncia. Lembrei do tribunal de Nuremberg, do dito brasileiro: 'às favas os escrúpulos'. Isso é um tribunal de exceção. Acusar alguém e não provar, acusar alguém sem o devido processo é fazer um tribunal de exceção. Isso tangencia para o fascismo", disse o ministro.
O ministro, que chegou à Câmara com aproximadamente meia hora de atraso, foi recepcionado na porta por integrantes da bancada do PCdoB. "Sou Orlando, sou Brasil", gritavam os colegas de partido do ministro do Esporte.
Ele voltou a manifestar sua inocência diante das acusações de João Dias de que recebera propina de contratos celebrados no âmbito do programa Segundo Tempo. "É uma narrativa falsa, fundada em mentiras, fundada em inverdades."
O ministro reiterou também as acusações contra o policial militar. "Quem faz a agressão trata-se de um desqualificado, de um criminoso, de pessoa que foi presa, é uma fonte bandida". Ele lembrou que foi o Ministério que detectou irregularidades nos dois convênios firmados com entidades de João Dias. Observou que há uma tomada de contas especial no Tribunal de Contas da União (TCU) contra o policial e uma ação penal, que, segundo Orlando Silva, poderia estar perto do final.
Ressaltou que João Dias não apresentou ainda provas das acusações. "Até aqui esse desqualificado falou e não provou. Não provou porque não tem provas. Quem tem provas do malfeito sou eu e estão aqui. Foi tudo encaminhado ao TCU". Orlando Silva destacou as ações que tomou para pedir investigação. Aproveitou ainda para fazer uma longa defesa de sua gestão à frente da pasta. Enfatizou ainda a decisão do Ministério de não firmar mais contratos com ONGs no âmbito do programa Segundo Tempo.
O ministro rechaçou ainda a acusação de que o programa Segundo Tempo teria sido usado para fazer caixa para o PC do B, seu partido. Classificou a acusação como "falácia" e afirmou que o objetivo dessas acusações é atacar todas as instituições partidárias. A exposição do ministro durou cerca de meia hora.Em reportagem da revista Veja desta semana, o policial militar João Dias Ferreira disse que o ministro integra um esquema de desvio de dinheiro do Programa Segundo Tempo. Pelo programa, há a distribuição de recursos a organizações não governamentais com o objetivo de motivar jovens à prática de atividades esportivas.
O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), confirmou que Silva deverá retornar ao Congresso para prestar esclarecimentos no Senado. Foram apresentados requerimentos nas nas comissões de Educação e de Fiscalização e Controle.
“Delegacia de polícia, não. O ministro vai explicar (no Congresso) o que ocorreu. Se houver algo para ser investigado, quem vai cuidar é a Polícia Federal, o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União. Não vai ser a delegacia do Senado”, disse Jucá.
No entanto, a oposição promete levar adiante a decisão de investigar as informações contidas na reportagem da revista. O líder do PSDB, senador Álvaro Dias (PR), apresentou requerimento e protocolou representação na Procuradoria-Geral da República para que sejam apuradas as responsabilidades cíveis, administrativas e penais do ministro e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, ex-ministro do Esporte, nas denúncias de desvio de verbas.

Silva rebate denúncias de corrupção