quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

BEM AVENTURADOS OS AFLITOS


Bem aventurados os aflitos, pois em seu sofrer são arrancados das cadeiras de areia que construíram à beira do caminho e são atirados ao meio desse caminho, forçados a voltar a andar, voltar a crescer.
Alguns conseguem compreender o motivo do seu sofrimento, conseguem compreender que nada possuem, que tudo é ilusão.
E dentro desta sua compreensão, é como se ganhassem couraças para seus pés, que não sentem as pedras do caminho. Mas muitos outros lastimam-se, choram, sentem cada perda que sofrem. Cada perda de seres queridos, das coisas materiais. Revoltam-se contra si mesmos, sentem cada pedra do caminho, cada agulha. Mas, um dia, também acordarão e compreenderão que isso nada vale e conseguirão seguir o caminho firme e forte em frente, como os que conseguiram compreender antes, pois a todos cabe chegar no mesmo ponto final, que é a comunhão com o Pai.
Que a divina providência possa nos dar força e fé para continuarmos os nossos caminhos.

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